Tan cerca que no te veo, tan lejos que te pierdo
Me llevo tu olor.
La suavidad de tu tacto.
Tu encuentro cercano en el principio.
Tu caminar tambaleante.
Tu garantía de compra ante el abrazo oportuno de un tercero perdido.
Tus homos y heterónimas.
La complicidad de tu mirada.
Tu búsqueda incesante entre medio.
Tus misterios orientales, tus confusiones milenarias.
Tus discos rotos, la sorpresa de una entrega que nació siendo un chiste.
Tus ríos confundidos.
Tu risa que nadie entiende.
Tu discurso entrecortado
Tu pregunta por mi vuelta, el misterio del alargue.
Nuestros pájaros a tiro, sin paredes que nos encierren.
Nuestras copas sin espuma.
Tus mejillas rojas de alcohol.
Tus ojos y mis ojos en el final de un brindis que me desconsoló al comienzo.
El abrazo final perpetuo.
Tu llanto simulado, tus ondas descolocadas.
Tu incestuosa hermandad, tu filiación provisoria
Tu último abrazo.
La promesa de un después, la certeza de tus fallas.
Tu mano en la ventanilla de un auto que te alejó hasta abril.
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Você me deixa um pouco tonta, assim meio maluca, quando me conta essas tolices e segredos. E me beija na testa, e me morde na boca
e me lambe na nuca você me deixa surda e cega. Você me desgoverna quando me pega assim, nos flancos e nas pernas, como fosse o meu dono, ou então meu amigo, ou senão meu escravo. E eu sinto o corpo mole, e eu quase que faleço, quando você me bole e bole
e mexe e mexe, e me bate na cara, e me dobra os joelhos, e me vira a cabeça.
Mas eu não sei se quero ou se não quero esse insensato amo, que eu desconheço, e que nem sei se é falso ou se é sincero, que me despe e me vira pelo avesso. Não eu não sei se gosto ou se não gosto, de sentir o que eu sinto, e que me atormenta, e eu confesso que tremo desse sentimento, que de repente chega e que me ataca e assim me faz perder-me e nem saber se esses carinhos são suaves ou velozes, se o que escuto é o silêncio, ou se ouço vozes
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Você me deixa um pouco tonta, assim meio maluca, quando me conta essas tolices e segredos. E me beija na testa, e me morde na boca
e me lambe na nuca você me deixa surda e cega. Você me desgoverna quando me pega assim, nos flancos e nas pernas, como fosse o meu dono, ou então meu amigo, ou senão meu escravo. E eu sinto o corpo mole, e eu quase que faleço, quando você me bole e bole
e mexe e mexe, e me bate na cara, e me dobra os joelhos, e me vira a cabeça.
Mas eu não sei se quero ou se não quero esse insensato amo, que eu desconheço, e que nem sei se é falso ou se é sincero, que me despe e me vira pelo avesso. Não eu não sei se gosto ou se não gosto, de sentir o que eu sinto, e que me atormenta, e eu confesso que tremo desse sentimento, que de repente chega e que me ataca e assim me faz perder-me e nem saber se esses carinhos são suaves ou velozes, se o que escuto é o silêncio, ou se ouço vozes
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